sábado, 18 de dezembro de 2010

VOCÊ NÃO IRIA DORMIR SEM ESSA

Só em 2009 foram descobertas entre 119 a 221 novas espécies de rãs em Madagascar

O PRIMEIRO BEIJO DO CINEMA


Essa foi a primeira cena de beijo no cinema, filmada em 1896, mostrava a atriz Mary Irwin e o ator John C. Rice, dando umas bitocas comportadas, apesar de hoje parecer bem inofensivo, foi bastante revolucionário para a época.

DIVULGADO TRAILER DE ÁGUA PARA ELEFANTES

Divulgado o primeiro trailer para Água para Elefantes, romance estrelado por Robert Pattinson e Reese Whiterspoon.
O filme é a adaptação do livro de Sara Gruen que conta a história de Jacob, um estudante de Veterinária que se junta a um circo para cuidar dos animais. Ele acaba se envolvendo com Marlena. uma das artistas do circo e esposa do dono do circo, August.
A história toda é contada por Jacob já idoso. A previsão de estréia do filme é em abril de 2011.

Chinês recria o café Central Perk, da série 'Friends'

Central Perk Pequim

A fachada do estabelecimento na capital Pequim (Reprodução)

Reprodução

O dono do Central Perk Pequim

O proprietário Du Xin virou Gunther

Os nostálgicos fãs da série americana Friends, que desde 1994 faz rir telespectadores de todo o mundo, já podem reviver os melhores momentos do programa em um café que é uma cópia idêntica do famoso Central Perk - onde Monica, Chandler, Rachel, Ross, Phoebe e Joey passavam boa parte de seu tempo.

Só que, para isso, é preciso viajar à China. Na capital Pequim, o cenário foi reproduzido até o último detalhe em uma das regiões mais modernas, o distrito de Chaoyang. O dono do café é o chinês Du Xin, que mudou seu nome para Gunther - o mesmo do personagem que gerenciava o estabelecimento no seriado e vivia uma paixão platônica por Rachel. Dois garçons também foram rebatizados, de Rachel e Joey - os dois personagens que trabalharam no café em diferentes temporadas.

"Abri este café porque essa série é muito importante para mim. Nos momentos mais difíceis da minha vida, quando a assistia, me trazia muita alegria. Quando vejo Friends, não me sinto tão só, e isso me faz muito feliz", contou o proprietário, que ressalta só uma diferença entre o "original" e a "cópia". O primeiro está localizado em um estúdio da Warner Bros, em Hollywood, e os visitantes não podem tocar em nada, enquanto no segundo podem ficar à vontade.


O sofá - Não faltam, entre outros detalhes, o mítico sofá no qual os seis protagonistas da comédia se sentavam com suas xícaras de café, em torno de uma mesa de centro que também faz parte da versão chinesa. Em frente ao sofá, uma televisão emite sem intervalos capítulos do programa, com sessões de "maratonas especiais" - nos últimos dias só foram ao ar capítulos natalinos.

"Foi um duro trabalho reproduzir o café. Tivemos que encomendar muitos móveis, e nos custou muito tempo. Para fazer uma simples cadeira tivemos que buscar muitas fotografias, de vários ângulos, porque na televisão as imagens passam muito rápido e não podemos vê-las detalhadamente", contou o Gunther chinês. "Espero que os atores do programa e seus fãs venham para este lado da Ásia para curtir e conversar sobre esta série neste lugar."

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

BOTTLE

Bottle from Kirsten Lepore on Vimeo.

Por que Jogador de Futebol Cospe Tanto?


Porque, quanto mais eles correm, mais produzem saliva.

E, para não ficar com excesso na boca, acabam cuspindo. A alta produção de saliva ocorre quando praticamos exercícios físicos intensos, que exigem uma respiração mais forçada. Como as narinas não têm espaço suficiente para a entrada e saída de ar que o corpo demanda, respiramos mais pela boca, que fica seca. Quando isso acontece, é comum tomar litros de água para matar a sede.

No caso dos jogadores, fica difícil beber água o tempo todo e, para evitar desidratação, o sistema nervoso central estimula as glândulas salivares, que produzem mais saliva para umedecer a região bucal.

“Do ponto de vista da termorregulação e da hidratação, o certo seria engolir a saliva”, explica Raul Santos de Oliveira, fisiologista esportivo da Unifesp. Segundo ele, cuspir não passa de um hábito dos jogadores, e essa atitude só aumenta a desidratação do corpo.

VOCÊ NÃO IRIA DORMIR SEM SABER ESSA


Um gato dorme em média 18 horas por dia

Crise econômica faz as pessoas correrem para os sex shops

Quando a crise vem, uma série dos nossos hábitos de consumo muda. Mas parece que, quando o papo é sexo, economizar está bem longe de ser uma prioridade. Uma pesquisa feita pela consultoria Information Resources Inc., dos EUA, mostrou que as vendas de brinquedinhos sexuais por lá cresceram 74% no primeiro trimestre de 2009 – o ano da supercrise que afetou a maior parte do mundo. “Quando a economia desce, o sexo sobe”, disse um porta-voz daJohnson & Johnson’s, cujos lubrificantes, nessa mesma onda, tiveram um aumento de 32% nas vendas. E esse mesmo “boom” em vendas em épocas de crise já foi notado com outros produtos, como batons. Por quê? O argumento é que as pessoas tendem a ir atrás de formas baratas de se sentirem bem nos períodos difíceis. Ou seja…

A mãe mais jovem do mundo

O site Urban Legends Reference Page, especializado em Hoaxes e lendas urbanas classificou o status da história abaixo como 'Verdadeira':

Apesar de nossa sensibilidade, temos de admitir que a reivindicação do parto realizado em uma menina de cinco anos é ao que parece verdadeira. O seu nome era Lina Medina, uma menina peruana da aldeia andina de Ticrapo que entrou para a história médica ao dar à luz a um menino em uma cirurgia cesariana, em Maio de 1939, com cinco anos de idade, sete meses e 21 dias.


Os pais de Lina inicialmente pensaram que sua filha tivesse um grande tumor abdominal, mas depois que eles a levaram a um hospital na cidade de Pisco, os médicos confirmaram que a sua inchação abdominal era devido a uma gravidez. Lina foi conseqüentemente transferida para um hospital em Lima, onde então deu a luz a um menino de 2,72 kg em uma cesariana, no dia 14 de Maio de 1939 (coincidentemente a data na qual o Dia das Mães foi celebrado naquele ano).


O pai de Lina foi temporariamente encarcerado sob suspeita de incesto, mas ele em breve seria libertado por falta de provas. As autoridades peruanas nunca foram capazes de determinar quem gerou o filho de Lina.

IMAGEM EM MOVIMENTO

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Só acreditamos nos cientistas quando a notícia é ruim


Um estudo feito por uma equipe de pesquisadores dos EUA sugere que as pessoas frequentemente não levam a sério e rejeitam as opiniões de cientistas. Mas com um pequeno porém: a não ser que a notícia seja ruim. Aí o medo fala mais alto, e só assim para dar algum crédito ao que estão dizendo.

Divulgar que uma vacina é totalmente segura, por exemplo, não vai convencer os mais desconfiados de plantão. Mas espalhar que ela tem terríveis efeitos colaterais e pode até matar certamente vai afastar todo mundo.

O resultado é baseado numa pesquisa de opinião feita com 1.475 pessoas (todas da Califórnia, nos EUA) para ver se eles confiavam no que pesquisadores diziam sobre os riscos das operações de exploração de petróleo no Golfo do México (as entrevistas foram feitas bem na época que esse era o assunto do momento). As análises mostraram que as pessoas tendiam a desconsiderar grande parte do que os estudos sobre a segurança das operações apontavam. “Exagero”, para muitos. As únicas partes em que a maioria realmente levava a sério eram as que pintavam os riscos da coisa como maiores do que o esperado. Aí sim o perigo parecia real.

E por quê? O estudo sugere que o público tende a suspeitar dos motivos da ciência ao pensar, por exemplo, que pesquisas governamentais devem ter interesses políticos por trás delas e que, pior, essas “supostas” pesquisas podem representar tentativas de nos controlar, seja alterando nosso comportamento ou nos “obrigando” a fazer coisas que não pretendíamos.

VOCÊ NÃO IRIA DORMIR SEM ESSA





J.R.R Tolkien demorou 14 anos para escrever a trilogia O Senhor dos Anéis

Caso de filha que teria sido trocada por carro e explorada sexualmente choca França

Os pais de uma jovem estão sendo acusados em um tribunal na França de ter trocado sua filha por um carro usado. A jovem, hoje com 30 anos, foi transformada em escrava doméstica e sexual pelo casal que a adquiriu.

O casal que escravizou a jovem também é réu no julgamento do caso, iniciado nesta semana na cidade francesa de Melun.

De acordo com o jornal francês Le Post, a jovem, identificada apenas como Sabrina, tinha 23 anos quando foi entregue a Franck Franoux, hoje com 51 anos, e Florence Carrasco, 36, como parte do pagamento de um carro usado - ela foi estimada em 750 euros (R$ 1760).

O cativeiro e tortura de Sabrina teriam ocorrido entre 2003 e 2006. Sabrina teria sido obrigada a viver acorrentada em um abrigo.

Segundo a promotoria, durante o tempo em que ficou presa, ela foi queimada com ferro quente e cigarros, espancada com barras de ferro e pedaços de madeira, obrigada a cuidar dos sete filhos do casal e a manter relações sexuais com outros homens, que pagavam por isso.

Em 2006, Sabrina ficou gravemente doente e foi deixada em frente a um hospital de Paris. Ela não tinha dentes e pesava apenas 34 quilos.

Além de Sabrina, outros dois homens, Maurice, 58 anos, e Jean-Luc, 56, também teriam sido torturados pela mesma família.

Cirurgia e traumas

Desde que foi abandonada no hospital, Sabrina passou por várias cirurgias, para a reconstrução de nariz e orelhas, que foram mutilados durante o tempo em que passou no cativeiro.

De acordo com declarações da polícia francesa ao jornal Le Post, ela foi encontrada em "um estado físico e psicológico deploráveis".

O advogado da vítima disse ao mesmo jornal que Sabrina teve "as duas orelhas queimadas, o cabelo raspado, o nariz quebrado. Ela foi queimada com cigarros (...). Ela foi estuprada em várias ocasiões."

Em entrevista ao jornal Le Parisien, Sabrina afirma que ainda não consegue dormir.

"Em algumas noites eu tenho lembranças. Eu não durmo", afirmou.

Se forem considerados culpados, os acusados poderão ser condenados a penas que variam entre dois e 15 anos de prisão.

AUTORAMAS - VOCÊ SABE

Qual é a origem do basquete?

Os olmecas, sofisticada civilização que dominou a América Central entre 1100 e 800 a.C., são considerados os descobridores da borracha e os primeiros a utilizar bolas desse material. Com elas, esses antepassados dos astecas praticavam um jogo chamado tlachtli: em uma quadra de pedra, que representava o céu, duas equipes de até sete jogadores disputavam a pelota, com o objetivo de fazê-la passar através de um único anel fixado no alto. Segundo a historiadora americana Judith Crosher, tanto o basquete quanto o vôlei teriam se originado do tlachtli. Bem mais tarde, em 1891, surgiu o basquetebol (do inglês basketball, literalmente “bola ao cesto”) como o conhecemos hoje.

Sua criação é creditada ao canadense James Naismith, professor de educação física em Springfield, no Estado americano de Massachusetts. “Mas ninguém sabe se houve, de fato, inspiração direta do antigo jogo olmeca nessa invenção”, afirma Eduardo Natalino dos Santos, estudioso do Centro de Estudos Mesoamericanos, do Departamento de História da Universidade de São Paulo (USP).

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Reduzir o estômago emagrece? Como é feita essa cirurgia?

por Luciana Pinsky

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A redução do estômago realmente pode fazer uma pessoa emagrecer bastante. Quem passa por esse procedimento médico se sente satisfeito ingerindo uma quantidade de comida bem menor do que estava acostumado e os resultados na balança são imediatos. O problema é que a cirurgia não é indicada para qualquer pessoa. Se você tem só uns quilinhos a mais, esqueça, a redução do estômago não é para você. Afinal, qualquer intervenção médica implica certos riscos. Os médicos normalmente só a recomendam para quem sofre de obesidade mórbida (dê uma olhadinha na reportagem da página 77) e tem sérios problemas de saúde relacionados ao excesso de peso.

Essas pessoas, sim, têm muito a ganhar em termos de qualidade de vida. "A cirurgia é considerada bem-sucedida quando o paciente perde mais da metade do excesso de peso e consegue se manter assim por no mínimo cinco anos", diz o gastroenterologista Carlos Eduardo Domene, da Universidade de São Paulo (USP). Há várias técnicas que podem ser usadas e nem todas elas são realizadas por meio de uma cirurgia traumática. Esse tipo de procedimento chegou ao Brasil no final dos anos 70, ganhou popularidade na década de 90 e, desde 2000, passou a ser realizado em hospitais públicos. As filas, porém, são grandes. "No Hospital das Clínicas (em São Paulo) fazemos duas ou três cirurgias por semana, mesmo assim a espera pode levar anos", diz o gastrocirurgião Arthur Garrido Jr., também da USP.

ENTREVISTA COM O FILHO DO HAMAS MUSAB HASSAN YOUSSEF





domingo, 12 de dezembro de 2010

SILVIO SANTOS E O BAMBU

O SOM DA FÚRIA

Roberto Muggiati

Apaguem as velinhas! O som da contracultura vai completar 50 anos. Em janeiro de 1961, Robert Allen Zimmerman, já investido do nome de guerra, Bob Dylan, deixou sua Minnesota natal e começou a cantar nos bares do Greenwich Village. Em Nova York, a primeira coisa que Dylan fez foi visitar seu ídolo, Woody Guthrie, cantor itinerante que sempre lutou pela causa social e entalhou com canivete no violão a frase “Esta máquina mata fascistas”. Já em 1963, o jovem Dylan estourava nas paradas com “Blowin’ in the Wind”, que seria interpretada por centenas de artistas. Marlene Dietrich a cantou em alemão; foi gravada em romeno, bengali, catalão e muitas outras línguas; virou hit como lado B do single de Stan Getz e Astrud Gilberto The Girl from Ipanema. “Quantas estradas deve um homem percorrer / Até que o considerem um homem? / (…) A resposta, meu amigo, está soprando ao vento, / A resposta está soprando ao vento”. Era uma canção de paz, de certo modo simplista, mas os sixtiesainda estavam começando. À medida que a década escrevia sua história, o rock ia compondo sua trilha sonora. A resistência passiva cedeu lugar à indignação e, depois, à raiva. Mostrando que não eram de todo ignorantes em Shakespeare, os escribas do Novo Jornalismo criaram um chavão para o rock: o som e a fúria. Em Macbeth, o bardo concluía que a vida “é uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria, significando nada”. Prefiro uma variante do chavão, que afirma que o rock foi o som da fúria, do sentimento incontido de milhões que achavam chegada a hora de uma mudança radical e planetária.

Apesar (ou por causa) de todos os seus conflitos, os anos 1960 foram uma época fascinante. Parafraseando Dickens, na sua famosa descrição da Revolução Francesa: “Foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos, foi a idade da razão, foi a idade da insensatez, foi a era da crença, foi a era da incredulidade, foi a era da luz, foi a era das trevas, foi a primavera da esperança, foi o inverno do desespero…”, os anos 1960 foram a década que definiu o século 20. Os anos 1920, batizados por Scott Fitzgerald de “a era do jazz”, não passaram de um trailer dos anos 1960, “a era do rock”.

Nos Estados Unidos, Dylan advertia o cidadão comum de que “alguma coisa está acontecendo / mas você não sabe o que é, / Sabe, Mr. Jones?”. John Kennedy, um líder aparentemente bem-intencionado, jogou seu país no poço sem fundo da Guerra do Vietnã. Foi assassinado no Texas em novembro de 1963, enquanto as jukeboxes, lojas de discos e sistemas de som do país inteiro tocavam hits de Bob Dylan. O ativista negro Malcolm X foi assassinado em 1965; o pastor Martin Luther King e o senador Robert Kennedy, em 1968. (Dez anos depois, surgiu na Califórnia uma banda punk chamada The Dead Kennedys – o rock absorve tudo, sem o menor pudor.)

Canções hedonistas
A primeira metade da década corre descontraída (apesar da ameaça do apocalipse nuclear), com canções hedonistas dos dois lados do Atlântico. Na Califórnia, os Beach Boys exaltam as emoções do surf-rock; na Inglaterra, os Beatles cantam as delícias do amor adolescente. Um pouco mais inconformados, os Rolling Stones e The Who reclamam da chatice da vida sem futuro dos jovens. O folk-rock não satisfaz Dylan e ele troca o acústico pelo elétrico, o que provoca a ira de muitos de seus fãs. Não é só a guitarra elétrica que embala o novo Dylan, mas um discurso mais agressivo e letras mais trabalhadas. Seu hino de batalha é “Like a Rolling Stone”, de 1965: “How does it feel, how does it feel / To be on your own, without a home / Like a complete unkown, like a rolling stone?” (“Que tal é / Estar sozinho, sem casa alguma? / Um completo desconhecido, uma pedra que rola?”). Era uma espécie de O Estrangeiro, de Camus, vertido para a linguagem do rock. Em 2004, a revista Rolling Stone elegeu-a a melhor canção de todos os tempos: “Nenhuma outra música pop confrontou e transformou tão completamente as regras comerciais e as convenções artísticas de sua época”. O nome da revista – a Life dos rockófilos –, bem como da banda de Mick Jagger e da canção de Dylan, foi inspirado na “rolling stone” de um velho blues de Muddy Waters: “pedras que rolam não criam musgo”. O rock branco nunca escondeu que sua grande influência foi o blues negro, assinando sua identificação com os oprimidos da terra.

A década adotou como lema “sexo, drogas e rock’n’roll”, um ideário hedonista como poucas épocas conheceram. O sexo fazia parte da explosão libertária conhecida como “revolução sexual”. Apesar da predominância do discurso amoroso e da noção de casais estáveis – as-duas-metades-da-maçã-etc.-e-tal; o best-seller da época foi A Arte de Amar, de Erich Fromm; o filme de maior bilheteria foi o açucarado Love Story –, havia uma forte tendência para o sexo livre, desvinculado do amor, na base do “ninguém é de ninguém”, ou seja, a abolição da propriedade privada também nas relações físicas. As drogas, além do êxtase químico, representavam a busca do autoconhecimento. E o rock’n’roll eram as fanfarras de Dionísio, colorindo de som a vida desses novos epicuristas.

Aditivado pelo LSD, surge o acid rock da Califórnia, bandas de nomes surreais como Jefferson Airplane, New Riders of the Purple Sage, Blue Cheer e Grateful Dead, esta ligada a um grupo de “guerrilheiros lisérgicos”, os Merry Pranksters, que percorriam a Califórnia num velho ônibus escolar pintado de cores psicodélicas, espalhando a mensagem do LSD e a própria droga, deitando-a em jarras de ponche nas festas caretas ou nos bazares de igreja e até tentando colocá-la nos reservatórios de água – já imaginaram cidades inteiras viajando com LSD sem o saber? De repente, uma nova tribo surgia no cenário global da contracultura: os hippies. Brotaram de repente, nas ruas de São Francisco, e ganharam a reportagem de capa da revista Time, o barômetro da alma norte-americana. Eram “the flower children” – as crianças, ou os filhos da flor. Alardeavam o poder da flor sobre os fuzis, ilustrado graficamente pela foto genial de Marc Riboud durante a marcha sobre o Pentágono, em Washington, em outubro de 1967. No ano seguinte, no Brasil, Geraldo Vandré lançava “Caminhando (Pra Não Dizer que Não Falei das Flores)”: “Pelas ruas marchando indecisos cordões / Ainda fazem da flor seu mais forte refrão / E acreditam nas flores vencendo o canhão”. Foi um dos exemplos mais extremos da força da música atuando sobre a realidade. A canção de Vandré – e seu eco na juventude brasileira – levou a ditadura a um gesto de desespero: a decretação do AI- -5, que levaria, por sua vez, ao acirramento do confronto entre a sociedade e os militares nos “anos de chumbo”.

Nos Estados Unidos – o espelho da consciência mundial –, 1967 foi um ano “cultural”. Já 1968 seria um ano essencialmente político, com a radicalização dos movimentos de resistência nos EUA (negros,chicanos, estudantes), a conflagração histórica nas ruas de Paris no mês de maio, e a Primavera de Praga no Leste Europeu. Cultura e política se juntariam numa só corrente em 1969, ano em que – mais do que nunca na história da humanidade – a utopia do “poder jovem” esteve perto de se concretizar, sob o lema dos estudantes de maio de 1968: “A imaginação no poder”. Tudo isso ao som de rock. Um evento sem maiores pretensões, o Monterey Pop, no verão de 1967, na Califórnia, inaugurou a era dos megafestivais. Ali se revelaram da noite para o dia dois superstars: Janis Joplin, em sua orgástica interpretação de “Ball and Chain”, e Jimi Hendrix, num ritual xamânico, a queima de sua guitarra em pleno palco, enquanto tocava “Wild Thing” – era o blues eletrônico em plena explosão. (Naquele mesmo momento, uma banda de Los Angeles, The Doors, estourava nas paradas com “Light My Fire”, na voz de Jim Morrison, um croo-ner possesso que traduzia para o rock o “desregramento sistemático de todos os sentidos” proclamado um século antes pelo poeta francês Rimbaud).

Megafestivais
No verão de 1969, o mundo surpreendeu-se com os megafestivais de rock. Em 5 de julho, os Rolling Stones reuniram 300 mil pessoas no Hyde Park de Londres, num concerto em homenagem a Brian Jones, o primeiro guitarrista da banda, encontrado morto dois dias antes em sua piscina. Em 15 de agosto, acontecia em Woodstock, estado de Nova York, o festival dos festivais, reunindo mais de meio milhão de pessoas. Os últimos sons dessa maratona de rock foram ouvidos ao amanhecer da segunda-feira, uma desconstrução da melodia do hino nacional norte-americano pela guitarra delirante de Jimi Hendrix. “O dia em que o homem pousou sobre a Terra” foi a manchete do The New York Times, comparando o evento à chegada do homem à Lua, um mês antes. A revista Time dissecou o “fenômeno” num ensaio intitulado “A Mensagem do Maior Happening da História”. Dez dias depois, Bob Dylan, que não se apresentou em Woodstock, sacudia o Festival da Ilha de Wight, na Inglaterra, que reuniu 250 mil pessoas.

Foi um agosto agourento. Para o rock, o sonho transformava-se em pesadelo. No dia 9 daquele mês, a atriz Sharon Tate, mulher do cineasta Roman Polanski, e quatro amigos foram assassinados em sua casa de Los Angeles. Os assassinos escreveram com sangue nas paredes slogans como “Death to pigs” e “Helter skelter”. As mesmas inscrições apareceram no local de assassinato do casal LaBianca, no dia seguinte. Somente em dezembro se revelaria que os crimes tinham sido cometidos pelo bando de Charles Manson, um músico frustrado, que se dizia incitado pela canção “Helter Skelter”, do “álbum branco” dos Beatles, a desencadear um apocalipse racial entre brancos e negros. Ao mesmo tempo, em 6 de dezembro, acontecia o sinistro concerto dos Rolling Stones no Festival de Altamont, um autódromo no meio do deserto da Califórnia, reunindo 350 mil pessoas e contabilizando quatro mortes – a mais dramática delas a de um negro apunhalado pelos Hell’s Angels, investidos pelos Stones no papel de seguranças, diante das câmeras do filme Gimme Shelter, que focalizava a turnê norte-americana da banda. Esses episódios revelaram ao mundo que os hippies não eram os anjos da contracultura louvados até pela grande mídia e que existiam, em seu meio, bolsões de ignorância e crueldade. E, também, que os festivais de rock não eram “essencialmente um fenômeno de inocência”, como o The New York Times se referiu a Woodstock. Separado dos Beatles, John Lennon proclamava, em entrevistas e numa canção: “O sonho acabou”. E a morte da Santíssima Trindade dos J do rock – Jimi Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrison – entre o final de 1970 e meados de 1971, todos aos 27 anos – fechava simbolicamente a tampa do caixão do rock e da contracultura.

O rock continuou presente, nos festivais, nos megashows e nas paradas de sucessos, mas não mais como uma bandeira da revolução, mesmo porque a revolução também já havia perdido sua hora. Nos tempos neoconformistas de um mundo globalizado e informatizado, passou a imperar a lei do salve-se quem puder e não há mais lugar para a rebeldia. Resta apenas a figura singular de um Bob Dylan às vésperas dos 70 anos, misto de judeu errante e caubói solitário, arrastando pelos quatro cantos da Terra sua Never Ending Tour, iniciada em junho de 1988. Em mais de 2.200 shows, ao longo de 22 anos, ele ainda recita suas velhas profecias: “And the present now will soon be the past / The order is rapidly fading. / The first one now will later be last. / For the times, they are a-changing” (E o presente logo será passado. / A ordem rapidamente se desfaz. / O primeiro hoje será o último. / Pois os tempos estão mudando”).

LIBERTEM SAKINEH ASSINE A PETIÇÃO POR SUA LIBERDADE

Vamos participar contra esse ato de covardia contra Sakineh Ashtiani

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COLDPLAY TOCA BILLIE JEAN NA ARGENTINA

GATO PENSA QUE BABÁ FERIU BEBÊ E PARTE PRA CIMA DELA

MULHER USA ‘ARAME FARPADO’ NA COXA PARA INIBIR DESEJOS SEXUAIS



A britânica Sarah Cassidy, de 43 anos, usa um cilício (objeto usado sobre a pele para mortificação e penitência) na coxa toda a noite para reprimir seus desejos sexuais, segundo reportagem do jornal inglês "Daily Mail".

Solteira e sem filhos, Sarah destacou que não bebe, abomina drogas e nunca teve relações sexuais. Para continuar virgem, ela coloca o cilício em sua coxa durante duas horas por dia para inibir qualquer desejo sexual.

A mulher trabalha como diretora de uma escola primária no Reino Unido.