terça-feira, 23 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
HÁ 47 ANOS JOHN KENNEDY ERA ASSASSINADO E NÃO FOI SÓ ELE DE POLÍTICO MORTO NO CONTURBADO SÉCULO XX

POR REINALDO JOSÉ LOPES
Gavrilo Princip continuou sem entender como seu ato minúsculo gerou conseqüências tão devastadoras até o fim de seus dias. Não que esses tenham durado muito: o jovem terrorista sérvio-bósnio morreu com apenas 24 anos, braço esquerdo amputado por causa de uma tuberculose nos ossos, num hospital perto da prisão austríaca onde estava encarcerado. Morto em 28 de abril de 1918, Princip não viu o fim da carnificina que ajudou a criar quando assassinou o príncipe Francisco Ferdinando, herdeiro do Império Austro-Húngaro, quatro anos antes. Seu crime foi o estopim da Primeira Guerra Mundial e, para muitos historiadores, marcou o começo para valer do século 20.
Que o século passado foi o mais sangrento da história, ninguém duvida. Um pouco mais difícil de perceber é que esse padrão violento tenha atingido, como nunca antes, os sujeitos que mandavam nos destinos das nações – presidentes, reis, primeiros-ministros, cada vez menos vistos como intocáveis. Na nossa cabeça pós-século 20, parece óbvio colocar esses sujeitos na mira, mas por muito tempo não foi bem assim, conta o historiador britânico Eric Hobsbawm em seu clássico Era dos Extremos: “Esquecemos que o velho revolucionário Friedrich Engels ficou horrorizado com a explosão de uma bomba republicana em Westminster Hall (sede do Parlamento inglês) – porque, como velho soldado, afirmava que a guerra se travava contra combatentes e não contra não-combatentes”. Por mais que Engels detestasse a idéia, no entanto, mandar dirigentes desta para melhor virou algo tão comum que o ato ganhou até nome – “magnicídio”, ou, segundo o dicionário, “assassínio de grande homem, de pessoa eminente”.
Ok, lutas pela poder que terminam com a morte do contendor mais fraco acontecem desde que o mundo é mundo. E os líderes também acabam perecendo. Na Idade Média, o senhor feudal era praticamente intocável e matá-lo não iria causar nenhuma mudança importante na vida de ninguém. A não ser na dele, é claro. Na Era Moderna, quando os reis passaram a ter poder de verdade, eles eram assassinados como moscas. Porém, geralmente o soberano era vítima de uma luta política não raro contra seus próprios parentes, em conspirações palacianas. Depois da Revolução Francesa, nenhuma cabeça coroada estava mais segura em cima do próprio pescoço. Reis, czares e imperadores passaram ser executados pelos novos donos do poder e isso acontecia como o ponto culminante de um movimento social, de uma revolução ou de uma guerra.
No século 20, no entanto, o magnicídio deixou de ser mera estratégia de quem já era poderoso (e queria sua parte do bolo do poder) para se tornar uma arma de transformação política, empregada indistintamente por partidos e militantes à direita ou à esquerda. Dela podiam tanto se servir fanáticos, como Princip e seus colegas da organização nacionalista sérvia Mão Negra, quanto Lee Harvey Oswald, o comunista meio ingênuo que matou John Kennedy. De um lado ou de outro, a radicalização ideológica trazia justificativas mais do que suficientes (na cabeça dos assassinos) para esse tipo de atentado.
Para Hobsbawm, esse tipo de ativismo de minorias engajadas e/ou fanáticas também é uma característica do século 20. Às vezes essa minoria pode ser apenas um homem, mesmo que se desconfie de seu envolvimento com partidos ou forças políticas. Um exemplo é o turco Mehmet Ali Agca, que quase matou o papa João Paulo II e talvez tenha sido orientado e financiado por comunistas búlgaros e russos. Os interesses mundiais das grandes potências, que evitaram uma guerra de fato, também serviram para inflamar o ódio contra líderes alinhados a um lado ou ao outro. Se, por um lado, os soviéticos estiveram envolvidos com a tentativa de morte do papa, os Estados Unidos patrocinaram diversas tentativas de matar Fidel Castro.
Não foi só o clima político e ideológico, no entanto, que deu combustível a esse tipo de ação. A mesma tecnologia que ajudou a inaugurar a era do massacre em massa nas guerras do século 20 ampliou o acesso ao uso de armas baratas e precisas (pistolas automáticas, metralhadoras e rifles de repetição), ou de explosivos com peso relativamente pequeno perto de sua capacidade destrutiva.
No fim das contas, os assassinos conseguiram mandar uma alarmante galeria de poderosos para a cova, além de dar um belo susto em muitos outros (leia os quadros ao longo da reportagem). O resultado político dessas ações, contudo, nem sempre foi dos melhores para os matadores, ou aqueles que eles representavam. Princip queria que a Bósnia se unisse à Sérvia num Estado eslavo, o que aconteceria por um tempo com a criação da Iugoslávia – ao preço de milhões de vidas. Por sua vez, os que mataram o presidente egípcio Anuar Sadat e a primeira-ministra Indira Gandhi (radicais islâmicos e sikhs, respectivamente) buscavam o fim da política repressora dos dois chefes de governo, mas só conseguiram exacerbar a perseguição contra eles mesmos. O magnicídio pode até parecer a vingança perfeita, mas seu custo é, invariavelmente, alto demais.
domingo, 21 de novembro de 2010
MATOU OS PAIS POR CONTA DA IGREJA
Frequentadora de uma igreja evangélica, Lineusa Rodrigues da Silva, de 24 anos, matou os pais como uma machadinha porque eles não deram o dinheiro do dízimo. O crime, cometido no último domingo, chocou a cidade de Timon, no Maranhão.
O inferno é mesmo pavimentado com boas intenções. De tanto que queria pagar o dízimo à sua igreja, Lineusa matou os pais adotivos a golpes de machadada. Joana Borges da Silva, 104 anos, que mal se levantava da cama, e Lourival Rodrigues da Silva, 84, tiveram as mãos esquartejadas
com um serrote e foram seguidamente golpeados com um pedaço de pau.
GORDINHOS SENTEM CHEIRO DE COMIDA MAIS APURADO
Está explicado o círculo vicioso: de acordo com um estudo da Universidade de Portsmouth (Reino Unido), pessoas com uns quilinhos a mais talvez achem um pedaço de pizza especialmente atraente porque têm o olfato apurado para cheiros de comida. É: pesquisadores conduziram dois experimentos com um total de 64 voluntários (homens e mulheres, de 18 a 49 anos) e descobriram que quanto mais pesado você é, maior a sua sensibilidade ao cheiro dos alimentos. Eles acreditam que isso possa tornar a comida mais apetitosa, o que, consequentemente, encoraja os gordinhos a comerem mais. O líder do estudo, Lorenzo Stafford, diz que “com certeza há uma correlação” entre o IMC (índice de massa corporal) e o olfato, mas eles ainda não sabem o porquê. “Com sorte, essa pesquisa vai estimular novos trabalhos na área, com potencial para ajudar aqueles que lutam com o peso”, diz.
sábado, 20 de novembro de 2010
NOVA SENSAÇÃO POR ACASO: ANTOINE DODSON
LOGORAMA: COMO SERIA UMA CIDADE SÓ FEITA COM LOGOMARCAS (DEMAIS)
Logorama from Marc Altshuler - Human Music on Vimeo.
SER SUPERTICIOSO AJUDA A TER SUCESSO
“Boa sorte”, “cruze os dedos”, “bate na madeira”… A gente sempre solta umas do tipo, né? Mesmo sabendo que o efeito dessas superstições é nulo. Mas aí aparece um estudo da Universidade de Colônia, na Alemanha, para mostrar que, no fim das contas, não, não é nulo. Pelo contrário: segundo os pesquisadores, se agarrar a amuletos (tipo trevos de quatro folhas) ou dizeres de sorte (o próprio “boa sorte!”) aumenta mesmo as chances de sucesso.
Em quatro experimentos, voluntários com a superstição aguçada tiveram melhor performance em jogos de golfe, anagramas, testes de coordenação motora e de memória. No golfe, por exemplo, os que acreditavam estar jogando com “bolas da sorte” se saíram 35% melhor. E por quê? “A superstição impulsiona a confiança no próprio sucesso em dada tarefa, o que melhora a dedicação e, por consequência, a performance”, explica o estudo.
Mas os caras ressaltam que, é claro, acreditar na boa sorte só pode ter algum efeito positivo nos casos em que a pessoa tem controle sobre o resultado – como num jogo de golfe. “A sorte não ajuda pessoas que apostam na loteria”, dizem. Até onde eles sabem, pelo menos.
SUPORTE PARA TOMAR PICOLÉ
sexta-feira, 19 de novembro de 2010

OLHE PARA VOCÊ
de repente tudo se perdeu
as mágoas foram deixadas para o grande final
depois de tantas mentiras
o que você queria afinal?
olhe para você
e seu mundo desabando
muitas vezes temos que carregar
um peso sobre nossos ombros
você bem que quis quebrar o espelho
e não encarar nem a você mesmo
não sabemos nada sobre nós
que dirá sobre o mundo
do que realmente queremos
olhe para você com medo do escuro












