sábado, 11 de dezembro de 2010
Will Smith poderá interpretar Robin Hood
O cantor e ator Will Smith foi cotado para interpretar Robin Hood na versão urbana do personagem, conforme informação do site The Hollywood Reporter.
O longa é um projeto dos irmãos Andy e Lana (ex-Larry, que realizou cirurgia de mudança de sexo) Warchowski, que são produtores e diretores de Speed Racer, V de vingança eMatrix.
Será lançado amanhã foguete desenvolvido por brasileiros
O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) deve lançar amanhã, entre 12h00 e 15h00, o foguete de médio porte VSB-30, segundo informações da Agência Brasil. O foguete foi desenvolvido por técnicos brasileiros. Dez experimentos de universidades, institutos de pesquisas e de alunos do ensino fundamental que integram os programas desenvolvidos pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) serão submetidos a testes em ambiente de microgravidade a 100 quilômetros de altitude.
Está previsto que o tempo de voo fique em 18 minutos, incluindo a ida e seu retorno à Terra de paraquedas. O foguete foi projetado para percorrer 250 Km e carregar 400 kg.
VOCÊ NÃO IRIA DORMIR SEM SABER ESSA
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
13 fatos sobre o Brasil revelados pelo WikiLeaks
Ana Carolina Prado
Desde 2006, ano em que foi criado, o site WikiLeaks já publicou mais de 1 milhão de documentos confidenciais enviados por fontes anônimas. Mas foi em 2010 que ganhou fama mundial, com o vazamento de um vídeo mostrando um ataque norte-americano contra funcionários da Reuters e outros civis em Bagdá. Neste ano, o site ainda revelou dezenas de milhares de arquivos da inteligência norte-americana sobre as ações no Afeganistão e Iraque. E agora, com a divulgação de cerca de 250 mil telegramas diplomáticos secretos do Departamento de Estado dos EUA, a coisa pegou fogo mesmo.
O fundador do WkiLeaks, o australiano Julian Assange, está preso desde o dia 7 de dezembro por acusações de agressão sexual. Seus defensores dizem que o verdadeiro motivo está relacionado ao site e até o presidente Lula manifestou apoio a ele. Dentre os documentos revelados, muitos tratam da relação entre os EUA e o Brasil. Listamos 13 informações vazadas que revelam um pouco da visão que os americanos têm de nós.
(*Dá para acompanhar os documentos relacionados ao Brasil aqui:http://213.251.145.96/tag/BR_0.html)
1- Jeitinho brasileiro pode atrapalhar realização das Olimpíadas no Rio
#ÉONOSSOJEITINHO
Em um relatório com o título “Olimpíadas do Rio – O Futuro é Hoje“, a Ministra Conselheira da Embaixada americana Lisa Kubiske reclama das muitas promessas e pouco planejamento e ação do governo brasileiro. “Articular os objetivos mais amplos e deixar os detalhes para o último minuto pode ser o jeito tipicamente brasileiro, mas pode gerar problemas”, diz ela. “Os atrasos que esperamos do governo brasileiro em planejar e executar os trabalhos de preparação para uma Copa do Mundo e Olimpíadas bem-sucedidas com certeza vão gerar um ônus maior para o governo americano poder garantir que os padrões necessários serão alcançados”. Os EUA estão coordenando a ampliação de pessoal, estrutura e recursos para ajudar.
2- Brasil quer (neuroticamente) ser igual aos EUA
Um telegrama datado de novembro de 2009 que discutia o rumo das Relações Exteriores no Brasil diz: “O Brasil considera entrar em uma competição com os Estados Unidos na América do Sul e desconfia das intenções americanas (…) O Brasil tem uma necessidade quase neurótica de ser igual aos Estados Unidos e de ser percebido como tal”.
3- Brasileiros querem ser “independentes” ( entre aspas mesmo!)
Em telegrama enviado em janeiro de 2009 a Washington, o ex-embaixador americano no Brasil, Clifford Sobel (que deixou o cargo no começo do ano), deu algumas alfinetadas no Plano Nacional de Defesa anunciado por Lula no fim de 2008. Ele explica que a estratégia foi montada a partir da intenção do Brasil de ser “independente” (é, ele usou o termo entre aspas três vezes no documento). Em relação à compra dos caças franceses, diz que “não faz sentido economicamente” devido ao número relativamente pequeno. “Mas [o então Ministro do Planejamento Roberto Mangabeira] Unger “dá mais importância à ‘independência’ do que à capacidade militar ou ao uso eficiente de recursos”.
4- Brasileiros são paranoicos em relação à defesa de territórios
A diplomacia americana também criticou a “tradicional paranoia brasileira” na defesa da fronteira amazônica “contra atividades de organizações não-governamentais e outras atividades estrangeiras vistas popularmente como ameaças potenciais à soberania nacional”. A área das reservas do Pré-Sal seria outro alvo dessa paranoia: “Não há nenhuma ameaça às reservas de petróleo brasileiras, mas os líderes brasileiros e a mídia têm citado as descobertas de petróleo no mar como razão urgente para melhorar a segurança marítima”, diz o telegrama escrito pelo embaixador norte-americano de janeiro de 2009.
CALMA, PESSOAL. PRECISA DE PARANOIA, NÃO.
5- Apagão de 2009 deixou EUA preocupados
O apagão que aconteceu em novembro de 2009 e deixou 18 estados brasileiros no escuro virou tema de relatórios da embaixada americana e de preocupações com a segurança da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, ambas no Brasil. “A preocupação, recentemente ampliada, com a infraestrutura brasileira depois do blackout (..) apresenta uma oportunidade para os EUA se envolverem no desenvolvimento da infrastrutura e segurança cibernética”, escreveu a conselheira para assuntos administrativos da embaixada, Cherie Jackson, num telegrama a Washington. Segundo ela, autoridades brasileiras “admitem a possibilidade de um ataque durante esses eventos” e estariam identificando as instalações que precisam ser protegidas.
6- Brasileiros rejeitaram prisioneiros de Guantánamo
Telegramas confidenciais enviados a Washington em de outubro de 2005 pelo então embaixador americano em Brasília, John Danilovitch, revelou que o Brasil foi procurado pelos EUA para receber refugiados prisioneiros uigures (minoria muçulmana de língua turca do noroeste da China) de Guantánamo, mas recusou a oferta. Os refugiados não podiam voltar à China por receio de que viessem a ser mortos ou torturados. Segundo o documento, o Ministério de Relações Exteriores “disse que o governo brasileiro não pode aceitar imigrantes de Guantánamo porque é ilegal designar como refugiado alguém que não está em solo brasileiro”. Outros dois telegramas mostram que o Brasil manteve o mesmo discurso quando procurado para receber cubanos que fugiram do regime de Fidel Castro, em 2005.
7-Presidente Lula, o esquerdista pragmático
“O rapaz que estava desembaraçando a diplomacia norte-americana. Como é que chama? O ‘VIKILIQUE’ lá”
Num telegrama de fevereiro de 2009, o então embaixador americano Clifford Sobel descreve o presidente Lula como um “esquerdista pragmático” e diz que ele “não é o principal arquiteto da política externa de sua administração”. O documento diz que, embora o presidente tenha chegado ao poder sem nenhuma experiência e “com a idéia esquerdista de que os países mais desenvolvidos estão contra os menos desenvolvidos”, ele se saiu muito bem na política externa pela sua “propensão a assumir uma abordagem pragmática em vez de ideológica”. Mas há um problema: “ainda existe uma tensão notável entre as ações e a retórica do presidente, que muitas vezes assume um discurso de ‘norte contra sul’ ou ‘nós contra eles’”, diz o embaixador.
8- Lula é encantador (para Michelle Bachelet, pelo menos)
Michelle <3>
Para a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, nenhum dos candidatos à presidência do Brasil possuía as qualidades de Lula. “Ela descreveu José Serra como arrogante e (…) Dilma Roussef como distante e formal”, diz um relatório americano de janeiro deste ano. O documento revelou também que, para ela, o Brasil não representava um papel assim tão importante na maioria dos assuntos da América Latina. “Por outro lado, o Brasil tem sido sempre um bom aliado para o Chile, ela afirmou, descrevendo o presidente Lula como inteligente e encantador”.
9- Brasil prende terroristas árabes em segredo
Documentos confidenciais revelaram operações antiterroristas no Brasil com o apoio americano. Um relatório de dezembro de 2009 da embaixada americana cita a prisão, em maio daquele ano, de um integrante da Al Qaeda em São Paulo, feita pela Polícia Federal. E esse não foi um fato isolado. “A polícia frequentemente prende indivíduos ligados ao terrorismo, mas os acusa de uma variedade de crimes não relacionados a isso para não chamar a atenção da imprensa e dos altos escalões do governo“, disse o então embaixador Clifford Sobel em outro relatório, de janeiro de 2008. O governo sempre negou a existência de atividades terroristas no Brasil e isso se daria “em parte pelo medo da estigmatização da grande comunidade islâmica no Brasil. Também é uma postura pública que visa evitar associação à guerra ao terror dos EUA, vista como agressiva demais”, diz ele.
10- Será preciso suar para conquistar a confiança dos brasileiros
Um documento da embaixada americana revela a preocupação com o ceticismo brasileiro a respeito da sinceridade do interesse dos EUA em seu relacionamento com o Brasil e a região como um todo. “Existe uma falta de visibilidade em relação ao lado positivo da América, o que a América tem feito, inclusive nossa preocupação histórica para com o bem comum e nossa tradição de responsabilidade corporativa e serviços à comunidade. Devemos encontrar formas de alterar estas percepções, enfocando projetos e parcerias que demonstrem o nosso compromisso e preocupação genuína com o povo do Brasil”, diz o texto.
11- Nordeste pode ser caminho para EUA ganhar simpatia dos brasileiros
Já que o Brasil mantém essa desconfiança em relação às intenções americanas, os EUA vêem como opção atuar em áreas menos ideológicas. Relatório do governo sugere, por exemplo, maior engajamento junto ao nordeste brasileiro, “uma região com mais de 50 milhões de pessoas, com enormes disparidades na distribuição de renda e um padrão de vida
inferior ao da Bolívia”. Mais do que isso, “essa região poderia ser o segundo maior país em tamanho e população da América do Sul”. Outra opção é ajudar no combate ao crime. “O crime também é uma preocupação constante nesse violento país e é um campo em que nós poderíamos ter um impacto significativo”, continua o texto.
12- Governo americano não botava fé na Dilma como empreendedora por ser ex-guerrilheira
Apesar da desconfiança, a embaixada americana revelou o alto grau de interesse do governo brasileiro em ampliar as relações comerciais e criar novas parcerias público-privadas com os EUA. A surpresa vem da adesão de Dilma Roussef à ideia: “Este sentimento pode até mesmo ser ouvido de Dilma Rousseff, cujo passado ideológico como militante de esquerda dificilmente sugere tal espírito empreendedor”.
13- França e Brasil: o início de uma relação de amor
A relação entre o Brasil e a França foi tema de um relatório com o título acima, feito em novembro de 2009 pela embaixada americana em Paris. Segundo o documento, deverá ocorrer um maior engajamento político, militar, econômico e diplomático nos próximos anos entre os dois países e isso deve beneficiar a reeleição do presidente francês Sarkozy. “Empenhado em expandir o papel da França como intercessor global”, ele irá ampliar sua presença na América Latina e poderá usar o “triunfo da política externa com o Brasil como uma indicação de suas proezas” para a reeleição em 2012.
Quem foi Murphy, da Lei de Murphy?

A frase foi formulada após um acontecimento típico da futura "lei": em um experimento para testar a tolerância humana à aceleração da gravidade, um técnico tinha que encaixar 16 medidores de aceleração em uma máquina e, por força de uma "lei" até então inominada, não acertou a posição de nenhum. Foi então que Murphy disse a tal frase ("se algo pode dar errado...") e seu colega John Stapp, um major com visão de publicitário, decretou a criação da Lei de Murphy. Hoje, a lei foi "adaptada" para diversas áreas da vida, como, por exemplo: "A probabilidade de você encontrar uma garota bonita aumenta se você está com a namorada"; "Se você joga fora alguma coisa que tem há muito tempo, você vai precisar dela logo"; "Ninguém nunca está ouvindo, até você falar uma besteira"; "Toda vez que um incompetente se demite é substituído por alguém mais incompetente ainda" etc. Em 2003, a famosa "lei" ganhou o prêmio IgNobel, concedido a invenções consideradas inúteis. A homenagem (às avessas) póstuma foi recebida pelo filho do engenheiro.
Existe lugar no mundo onde nunca houve guerra?
Só dois: o Polo Norte e a Antártida. E isso porque não têm população e não pertencem a nenhuma nação. Todos os lugares do mundo com traços de ocupação humana já sofreu algum tipo de conflito armado.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
O DOUTOR QUE ODIAVA HERÓIS
por Álvaro Oppermann
Era 1954, e os Estados Unidos viviam sob o signo do medo. A guerra fria estava no auge. Por causa da paranóia anticomunista, Charles Chaplin não podia entrar no país e Albert Einstein era investigado pelo FBI. O clima de temor e suspeita era propício. Naquele ano, o renomado psiquiatra Frederic Wertham publicou A Sedução dos Inocentes, que descrevia em detalhes os “efeitos nefastos” dos gibis sobre as crianças. A saber: fomentavam a delinqüência juvenil, a discórdia entre irmãos, o mau hábito da garotada de não comer legumes e verduras e, se isso não bastasse, de estimular o homossexualismo. O livro incentivou o Congresso a vasculhar a indústria das HQs e a colocar Batman e Super-Homem no banco de réus.
Credenciais não faltavam ao doutor para convencer a opinião pública da época. Era o psiquiatra-chefe do maior hospital psiquiátrico de Nova York, o Bellevue. Na década de 20, recém-formado, correspondera-se com ninguém menos que Sigmund Freud, pai da psicanálise.
A reputação de Wertham era ilibada, mas algo não ia bem com a psique do doutor. Assim como em muitas tramas de gibi, o genial cientista foi ficando aos poucos obcecado por um objeto de repulsa e desejo. Suas pesquisas passaram a associar leitura de quadrinhos com violência. O psiquiatra lançou-se numa violenta diatribe, em dezenas de artigos, condenando os pobres gibis.
Foi Wertham o pai do boato da homossexualidade de Batman e Robin. Tudo porque, numa história, Bruce Wayne e Dick Grayson trocavam as roupas civis pelos uniformes de herói, separados apenas por um biombo. Por sua causa, a DC Comics teria criado a figura paternal do mordomo Alfred, a fim de frear a fama de gay do homem-morcego.
Com a publicação de A Sedução dos Inocentes, revistinhas foram queimadas em público no estado de Nova York. Um comissário de polícia de Detroit, Harry S. Toy, declarou que os gibis estavam infestados de ensinamentos comunistas. Os distribuidores começaram a devolver os exemplares. O rebu serviu de estopim para que o Congresso instituísse uma subcomissão de investigação dos quadrinhos.
As editoras, temendo uma regulamentação do governo, criaram o Comics Code, código de autocensura. Entre 1954 e o início da década de 70, o código exerceu seu poder de forma implacável na indústria dos quadrinhos. Só em 1971 as editoras passaram a questioná-lo: a Marvel, numa história do Homem-Aranha, mostrou Harry Osborn, amigo de Peter Parker, chapado de LSD. Em 1973, o psiquiatra surpreendeu a todos mudando de opinião, garantindo que os quadrinhos eram “válidos e construtivos”. Não adiantou. Frederic Wertham morreu desacreditado, em 1981.
O ex-menino prodígio da psiquatria seria para sempre lembrado como o doutor que odiava os quadrinhos. É bem possível que nem o amigão Freud entendesse essa trajetória. E qualquer gibizeiro sabe que a sina de Wertham seguiu de perto as tramas de HQ: a do genial cientista que se transforma em vilão. No final, os super-heróis conseguiram derrotar o infame doutor W.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Universidade japonesa desenvolve máquina que “imprime” aromas nas fotos
É, não falta mais nada nesse mundo. Um grupo de estudantes da universidade de Keio, em Tóquio, está desenvolvendo um tipo de impressora que, além da imagem, imprime também ocheiro da respectiva foto. O conceito parece tão complexo quanto o daquela TV que emitiria aromas correspondentes ao que estava passando na tela (lembra?), mas os responsáveis pelo projeto da impressora garantem que é possível. O truque estaria no bombeamento da tinta de uma impressora comum: dispositivos aromatizantes ficariam acoplados ao cartucho de tinta, permitindo a impressão precisa do “cheiro certo” no lugar exato da imagem. Vale dizer que a mistura de cheiros não é igual à mistura de cores, ou seja, é difícil criar novos perfumes apenas combinando aromatizantes diferentes. E é por isso que, até agora, apenas quatro perfumes foram desenvolvidos.
O projeto vai ser apresentado na semana que vem em uma conferência de tecnologia em Florença, na Itália. Se aprovado, em alguns anos vamos ser capazes de adquirir essas belezinhas. E fica a pergunta: qual cheiro você gostaria de imprimir em uma foto? =)
Quando têm fome, homens preferem mulheres mais velhas
Um belo dia, o pesquisador Terry F. Pettijohn II, da Coastal Carolina University, aliado a colegas da Miami University e da West Virginia University (todas nos Estados Unidos), decidiu investigar se nossas preferências por parceiros sexuais podem variar de acordo com a fome que sentimos no momento.
Por duas semanas, a equipe de Terry entrevistou 328 estudantes (160 homens e 168 mulheres, todos com “graus” variáveis de fome) na lanchonete da universidade, perguntando sobre quais características os atraía no sexo oposto.
Analisando as respostas, o padrão foi bem claro: os rapazes que estavam com mais fome tinham preferência por mulheres com características físicas mais maduras – mais encorpadas, altas e, de fato, mais velhas.
Isso condiz com um “fenômeno” já bem conhecido na comunidade científica: a Hipótese da Segurança Ambiental. De acordo com ela, sempre que nos sentimos ameaçados (ter fome pode invocar uma reação inconsciente meio primitiva no cérebro: “não tenho alimento, vou morrer”), ganhamos uma preferência natural por parceiros mais maduros. A ideia é que eles são mais capazes de oferecer proteção.
Ah, e as mulheres? De barriga vazia, elas também demonstram mais interesse em características maduras – só que, em vez de físicas, de personalidade. A velha história de homem olhar para o corpo e mulher olhar para o que há “dentro” dele…
CONSPIRAÇÃO GOOGLE?
para ver o vídeo clique aqui
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
VOCÊ NÃO IRIA DORMIR SEM SABER ESSA
WikiLeaks cita locais vitais aos interesses dos EUA

LONDRES (Reuters) - O site WikiLeaks divulgou detalhes sobre lugares em todo o mundo que os Estados Unidos consideram ser vitais para seus interesses, motivando críticas de que estaria ajudando militantes a identificar alvos para ataques.
Os detalhes fazem parte dos 250 mil despachos diplomáticos obtidos pelo website e que estão sendo levados a público.
A lista começa com uma mina de cobalto na República Democrática do Congo e faz referência a vários locais na Europa onde empresas farmacêuticas produzem insulina, soro antiofídico e vacinas contra febre aftosa.
No Oriente Médio, os documentos notam que até 2012 o Catar será a maior fonte de gás natural liquefeito (GNL) e aludem também à instalação de Abqaiq, na Arábia Saudita, a maior usina mundial de processamento e estabilização de petróleo.
A Al Qaeda lançou um ataque mal-sucedido contra Abqaiq em 2006, e houve avisos de que o documento vazado pelo WikiLeaks, contendo tantos alvos delicados, poderia ser útil a militantes.
O secretário de Justiça dos EUA, Eric Holder, disse a jornalistas em Washington "condenar nos termos mais fortes o vazamento da informação".
"O próprio povo norte-americano foi colocado em risco por essas ações, que acredito serem arrogantes, equivocadas e que afinal de contas não irão ajudar em nada", afirmou.
Holder acrescentou que o governo Obama está avaliando quais leis, além da Lei de Espionagem, podem ser usadas para punir os responsáveis pela informação.
Em entrevista à rádio BBC, o chanceler britânico, William Hague, disse que a divulgação foi "particularmente repreensível", por ameaçar "a segurança de milhões de pessoas".
"IDEIAS PARA JIHADISTAS"
John J. LeBeau, ex-agente da CIA e hoje professor de estudos da segurança no Centro George C. Marshall, da Alemanha, disse que a lista "pode colocar ideias nas cabeças jihadistas sobre a lucratividade dos alvos".
"Mas acho que a verdadeira história aqui é que colocar esse tipo de material online deixa claro que o WikiLeaks não liga para as consequências das suas ações. Se os vazamentos complicam a postura de segurança dos EUA ou do Ocidente em geral, o WikiLeaks está indiferente."
O material divulgado apresenta informações detalhadas sobre instalações cuja perda poderia impactar a saúde pública, a economia ou a segurança nacional dos Estados Unidos. Foi redigido depois de, no ano passado, o Departamento de Estado ter pedido às missões dos EUA no exterior uma lista desse tipo de instalações.
O telegrama faz referência a lugares onde cabos de comunicações submarinos se conectam com rotas terrestres e energéticas, incluindo o oleoduto Baku-Tbilisi-Ceyhan, que vai do Azerbaijão à Turquia.
"Embora não estejamos comentando detalhes específicos dos documentos roubados, uma lista de infraestruturas críticas certamente se encaixaria na categoria de material nocivo que fornece informações valiosas aos nossos adversários", disse o porta-voz militar David Lapan.
"Essa é uma das muitas razões pelas quais acreditamos que as ações do WikiLeaks sejam irresponsáveis e perigosas", disse Lapan.







